Jovem de 19 Anos Sofre Tentativa de Estupro em Festa Corporativa em Mato Grosso

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Uma jovem de 19 anos relatou à polícia ter sido vítima de uma tentativa de estupro durante uma confraternização da empresa onde trabalha, na madrugada de sábado (22), em Santo Antônio de Leverger, município localizado a cerca de 30 km de Cuiabá, capital de Mato Grosso. A vítima procurou atendimento médico no Hospital Municipal da cidade logo após o incidente, o que levou à intervenção da Polícia Militar.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a jovem participava da festa quando decidiu se afastar para descansar em um dos quartos disponíveis no local do evento. Pouco tempo depois, ela percebeu a presença de uma pessoa desconhecida sobre seu corpo, que tentava remover suas roupas. A vítima reagiu imediatamente com chutes e empurrões, conseguindo se livrar do agressor e sair do quarto.

Ao buscar ajuda junto aos demais participantes da festa, a jovem alega não ter recebido o apoio esperado. Sem identificação imediata do suspeito, ela contatou seu ex-companheiro, que a auxiliou no deslocamento até o hospital. Funcionários da unidade de saúde, ao ouvirem o relato de violência sexual, acionaram a PM, que compareceu ao local para registrar a denúncia.

O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Cuiabá, onde será investigado. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão do agressor. A polícia enfatiza a importância de denúncias imediatas em situações semelhantes para agilizar as apurações.

### Recursos de Apoio às Vítimas de Violência

Em Mato Grosso, vítimas de violência doméstica e sexual contam com ferramentas como o aplicativo “SOS Mulher MT”, que inclui um “botão do pânico” para pedidos de socorro em casos de descumprimento de medidas protetivas. O recurso está disponível em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, e oferece acesso a telefones de emergência, delegacias especializadas e registro online de ocorrências nos demais municípios.

A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, define violência contra a mulher como qualquer ação baseada no gênero que cause dano físico, psicológico, sexual, patrimonial ou moral. Exemplos incluem agressões físicas, ameaças, estupros, controle financeiro e difamação. Medidas protetivas podem ser solicitadas em delegacias, Ministérios Públicos ou Defensorias Públicas, sem necessidade de advogado.

Especialistas alertam para a subnotificação de casos em ambientes corporativos, onde o medo de retaliações pode inibir denúncias. Organizações como o Instituto Maria da Penha recomendam que empresas adotem protocolos de prevenção e suporte a vítimas.

A investigação segue em andamento, e a polícia pede que qualquer pessoa com informações sobre o incidente entre em contato com as autoridades. Este caso reforça a necessidade de maior conscientização sobre violência de gênero em eventos sociais e profissionais.

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