Mercado Agrícola: Soja e Milho Operam em Queda em Mato Grosso; Algodão Reage com Alta

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TANGARÁ DA SERRA 27 de abril de 2026 – O mercado de commodities em Mato Grosso iniciou a última semana de abril apresentando comportamentos distintos entre as principais culturas. Enquanto os produtores de soja e milho enfrentam uma pressão negativa nos preços disponíveis, o setor algodoeiro registra uma valorização importante na pluma.

Soja: Pressão em Tangará da Serra

O preço da saca de soja (60 kg) em Tangará da Serra fechou o balanço das últimas 48 horas em queda, sendo negociado na casa dos R$ 99,50 a R$ 101,00, dependendo da modalidade (disponível ou cooperativa). A variação negativa reflete um cenário estadual onde o indicador médio do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) recuou cerca de 0,57% recentemente.

  • Destaque Regional: Em municípios vizinhos, como Campo Novo do Parecis, o preço médio se sustenta em R$ 101,30, enquanto Rondonópolis mantém a maior cotação do estado, em torno de R$ 107,20.

Milho: Margens Apertadas para o Produtor

O milho segue em um momento desafiador. Em Tangará da Serra, o valor disponível gira em torno de R$ 47,40 a R$ 48,00. Analistas apontam que a queda expressiva nos últimos meses — que chegou a 11% em algumas praças como Rondonópolis — tem encolhido a margem de lucro, frustrando a expectativa de que o cereal compensaria as perdas da soja.

Algodão: O Ponto Positivo

Diferente dos grãos, a pluma de algodão registrou uma valorização significativa. No estado, o preço médio da arroba subiu 1,47%, atingindo R$ 124,74.

  • Em Tangará da Serra: A cotação acompanha a tendência de alta, impulsionada pela paridade de exportação.

  • Campo Novo do Parecis: Referência próxima na cultura, o algodão fechou cotado a R$ 124,30/@.


Resumo das Cotações (Média Tangará da Serra)

Cultura Unidade Preço Médio (R$) Tendência
Soja Saca 60kg R$ 100,50 📉 Baixa
Milho Saca 60kg R$ 47,70 📉 Baixa
Algodão Arroba (@) R$ 124,70 📈 Alta

Análise para o Produtor

O cenário atual exige cautela na comercialização. Com o custo de produção da safra 2026/27 estimado para subir até 15% (principalmente em fertilizantes e defensivos), o “descasamento” entre o preço de venda e o custo dos insumos acende o alerta para o planejamento financeiro das próximas semanas.


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