Polícia Civil desarticula quadrilha especializada em furto de gado em Mato Grosso

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CUIABÁ 07 DE MARÇO DE 2026

 Uma operação de grande escala, deflagrada nas primeiras horas desta manhã pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, resultou na desarticulação de uma organização criminosa envolvida no furto sistemático de gado — crime conhecido como abigeato — em diversas regiões do estado.

A ofensiva, batizada de Operação Pasto Limpo, cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em cidades como Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Nova Mutum. Até o momento, cinco suspeitos foram detidos, incluindo o suposto líder do grupo e um médico veterinário investigado por emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA) fraudulentas.

O “Modus Operandi” do Crime

Segundo as investigações, que duraram cerca de seis meses, o grupo não atuava de forma amadora. A quadrilha utilizava uma logística sofisticada que incluía:

  • Monitoramento por Drones: Os criminosos utilizavam drones para mapear fazendas com pouca vigilância e identificar os melhores pontos de embarque dos animais.

  • Logística de Transporte: Caminhões boiadeiros próprios eram usados para retirar os animais durante a madrugada.

  • Lavagem de Gado: Os animais furtados eram rapidamente levados para “fazendas de passagem”, onde recebiam novas marcas. Com o auxílio de documentos falsificados, o gado era legalizado e vendido para frigoríficos ou outros produtores de boa-fé.

“Esta não é apenas uma perda financeira para o produtor; é um crime que afeta a barreira sanitária do estado. Quando o gado circula sem o controle devido, colocamos em risco todo o sistema de exportação de carne de Mato Grosso”, afirmou o delegado responsável pelo caso.

Impacto Econômico

Estima-se que, apenas no último semestre, a quadrilha tenha causado um prejuízo superior a R$ 2,5 milhões a pecuaristas mato-grossenses. Durante as buscas, a polícia apreendeu armas de fogo, dinheiro em espécie e recuperou cerca de 80 cabeças de gado que haviam sido subtraídas de uma propriedade em Poconé na última semana.


Próximos Passos

Os detidos responderão pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado, receptação e falsidade ideológica. A polícia agora foca em identificar os receptadores finais, uma vez que o baixo preço oferecido por animais sem procedência é o que alimenta o ciclo de violência no campo.

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