Obras Inacabadas no Bairro Jardim Acapulco: Um Retrato de Abandono e Frustração em Tangará da Serra

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**Tangará da Serra, MT – 25 de fevereiro de 2026** – Os moradores do Bairro Jardim Acapulco, em Tangará da Serra, no coração de Mato Grosso, continuam a lidar com o pesadelo das obras públicas inacabadas, que se arrastam há anos sem solução aparente. O que deveria ser um avanço em infraestrutura – como pavimentação asfáltica, drenagem e rede de esgoto – transformou-se em um símbolo de ineficiência administrativa, gerando frustração, riscos à saúde e desperdício de recursos públicos. Apesar de promessas repetidas, a realidade no chão é de buracos, lama e promessas vazias, expondo falhas graves na gestão municipal.

O problema não é novo. Desde pelo menos 2020, relatórios e denúncias destacam a falta de infraestrutura básica no bairro, com ruas esburacadas e ausência de drenagem adequada, o que agrava enchentes durante as chuvas típicas da região. Moradores relatam que as obras, iniciadas esporadicamente, param por meses a fio, deixando valas abertas e materiais abandonados, o que aumenta o risco de acidentes e proliferação de doenças. Em postagens nas redes sociais, a indignação é palpável: “As obras inacabadas do bairro Jardim Acapulco têm gerado preocupação e, principalmente, frustração para os moradores”, como destacado em publicações recentes.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em maio de 2025, quando o prefeito anunciou o início das obras de drenagem e asfalto após 12 anos de espera, com assinatura de ordem de serviço prometendo melhorias imediatas. No entanto, menos de um ano depois, em fevereiro de 2026, a Câmara Municipal de Tangará da Serra aprovou um requerimento exigindo informações e providências da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SINFRA) sobre as obras paralisadas no bairro. Isso sugere que, apesar das fanfarras iniciais, pouco avançou. Relatos indicam que a empresa contratada rompeu o contrato, deixando a obra parada, como parte de um padrão maior de problemas em Tangará, incluindo adução de água e pavimentação em outros bairros.

A crítica vai além das interrupções: há indícios de irregularidades financeiras que alimentam o ciclo de abandono. Em julho de 2025, uma fiscalização revelou pagamento em duplicidade de R$ 160 mil em uma obra semelhante em outro bairro, levantando suspeitas de erros ou fraudes que drenam os cofres públicos sem entregar resultados. No Jardim Acapulco, moradores expressam revolta com a situação, descrevendo cenas de “valas abertas para implantação de galerias” que nunca são concluídas, transformando o bairro em um canteiro de obras fantasma. “O Jardim Acapulco pede respeito!”, clamam vozes locais, destacando como a lentidão afeta a qualidade de vida, com poeira no seco e lama no chuvoso.

O portal municipal Obras TGA, criado para monitorar projetos e minimizar impactos de obras inacabadas, reconhece o problema ao enfatizar a necessidade de atualizações sobre status e o desperdício causado por paralisações, que afetam diretamente a população. No entanto, a ferramenta parece insuficiente para resolver o impasse no Acapulco, onde o abandono persiste. Em um contexto mais amplo, Tangará da Serra acumula queixas sobre obras paradas em vários setores, como revelado em reportagens que apontam para um padrão de ineficiência em municípios mato-grossenses.

Essa situação não só frustra os residentes, que pagam impostos esperando retornos, mas também representa um risco econômico: recursos federais e municipais, como os do BNDES mencionados em denúncias, são desperdiçados em projetos que não saem do papel. É urgente que a prefeitura adote medidas transparentes, como auditorias independentes e prazos reais, para evitar que o Jardim Acapulco continue como um exemplo negativo de gestão pública. Os moradores merecem mais do que promessas – eles precisam de ação concreta para transformar o bairro em um lugar digno de se viver.

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