A busca pelo segundo autor da morte do jovem Murilo Pessoa Teixeira chegou ao fim com um confronto fatal na tarde deste domingo (18). Adylson Duarte do Nascimento, adolescente de 16 anos, foi encontrado por agentes da Força Tática na Rua Málaga, localizada no bairro Jardim Imperial.
De acordo com a versão oficial da polícia, durante a abordagem o suspeito partiu para cima dos policiais, que reagiram à investida. Adylson foi baleado e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito ainda no local, antes da chegada de atendimento médico.
Desde o assassinato cruel ocorrido na tarde de sábado (17), todas as guarnições do 6º Batalhão da Polícia Militar — incluindo Força Tática e ROTAM — mantinham operações ininterruptas de busca pelo segundo invasor da casa situada na Rua dos Crisântemos. Adylson era considerado o comparsa do menor V.M.G., de 17 anos, que sofreu agressões severas por parte de populares e familiares da vítima após o crime motivado por engano de alvo.
A morte de Adylson marca o encerramento da fase principal de prisões e localizações dos principais responsáveis pelo homicídio do adolescente Murilo Pessoa Teixeira.
Ainda no sábado (17), foram detidos:
– V.M.G. (17 anos), com antecedentes criminais por homicídio, porte ilegal de arma, ameaça e invasão de domicílio. A polícia o classifica como sujeito de extrema periculosidade e com histórico de reincidência frequente;
– H.I.S.T. (17 anos), ex-namorada do irmão da vítima, apontada como a idealizadora intelectual do crime. Ela admitiu participação e forneceu informações detalhadas sobre a estrutura da facção.
Durante interrogatório na Polícia Civil, a adolescente H.I.S.T. explicou seu papel no grupo criminoso, revelando que cuidava da parte logística: aluguel de casas e compra de veículos utilizados nos ataques. A jovem afirmou que era coagida a colaborar, pois era considerada “esposa” de integrante de facção adversária, e usava o repasse de informações sobre a localização de Danilo (irmão de Murilo) como forma de preservar a própria vida.
O desfecho do caso provoca reações contraditórias entre os moradores de Cáceres: muitos expressam alívio pela rapidez da atuação policial, mas há também profunda reflexão sobre a juventude dos envolvidos — todos com menos de 18 anos — e o elevado grau de violência trazido pelo crime organizado à região.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC) compareceu ao local do tiroteio para realizar os levantamentos periciais de rotina. O corpo de Adylson foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames necessários. As investigações prosseguem.













